Diz aí, professora Tanara Leal: Management 3.0: o empoderamento fora da caixa!

TI - Tanara LealAntes mesmo de abordarmos o Management 3.0, temos que retroceder e compreender o significado de seus antecessores, o Management 1.0 e 2.0. No dicionário, a expressão management significa “prática de gestão”. Portanto, para falarmos da Gestão 3.0, precisamos conhecer as anteriores. Inicialmente, Gestão 1.0, é aquela onde a decisão está centralizada no topo da pirâmide e a chamamos de relação comando-controle, por exemplo: “Eu penso e você faz”. Posteriormente, temos a Gestão 2.0, que pode ser analisada como uma versão turbinada da primeira. Nos dois casos, é utilizada a ideia de uma organização como um sistema simples e retrógrado, mas capaz de prever, controlar e compreender o comportamento de todo o sistema.

A partir do termo Management 3.0, criado por Jurgen Appelo, temos um conceito de que prever e controlar o todo não é factível. Neste modelo, as organizações tornam-se sistemas dinâmicos, vivos e complexos. Ou seja, ainda que desenhadas como hierarquias, são de fato redes com dinâmica social, isso é, baseiam-se nas pessoas e seus relacionamentos e não em departamentos e lucros. Nesse modelo são estabelecidas novas formas de pensar a gestão, revolucionando o modo de administrar as empresas, otimizando processos e promovendo um ambiente onde os colaboradores sintam-se mais motivados e produtivos. Nesta ótica, as empresas precisam repensar sua estrutura e seus processos, tendo como foco as pessoas para, assim, alcançar resultados mais produtivos. Podemos falar em revolução coorporativa por meio de um modelo mental que empodera seus times, energiza as pessoas, desenvolve competências e deixa para trás os modelos antigos de gestão.

A chegada da Gestão 3.0 se resume em um modelo nada convencional (diria mais humano), no qual a principal mudança está na forma de atuação do gestor ou líder. Anteriormente, ele definia regras sobre como o time deveria trabalhar, hoje ele conecta o ambiente da empresa com a forma na qual o colaborador se sinta motivado. O resultado não poderia ser diferente: mais qualidade de vida do colaborador e melhor desenvolvimento da empresa. Com um ambiente de trabalho dinâmico e saudável, valorizando a inteligência coletiva, será possível atingir de forma eficaz os objetivos da organização. A vantagem é de ambas as partes: colaborador feliz, empresa em constante crescimento!

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